Pontada no Lado Durante a Corrida

Aquela fisgada abaixo das costelas assusta — na maioria dos casos passa em minutos com técnica simples.

A “pontada” ou dor lateral costuma ser uma cãibra no diafragma ou músculos intercostais — não o coração. Causas frequentes: respiração descompassada, comer muito perto do treino, começar acelerado demais ou falta de aquecimento.

O que fazer NA HORA

1

Reduza o ritmo imediatamente

Desacelere ou caminhe. Continuar no mesmo pace costuma piorar a pontada.

2

Respire fundo e expire com força

Inspire pelo nariz e expire com vigor pelo lado oposto à dor (dor à direita → expire à esquerda).

3

Pressione levemente o local

Mão sobre a região dolorida, sem apertar demais, enquanto respira devagar.

4

Ande até passar

Caminhada ativa por 1–3 minutos; retome trote só quando a dor aliviar.

Como prevenir nos próximos treinos

  • Evite refeições pesadas 2–3 h antes do treino.
  • Aqueça 5–10 min em caminhada antes de acelerar.
  • Não acelere nos primeiros minutos — ritmo conversável (RPE 4–5).
  • Trabalhe respiração ritmada (ex.: 2 passos inspirando, 2 expirando).
  • Hidrate-se ao longo do dia; desidratação pode agravar desconforto.

Quando desconfiar de outra causa

Pontada típica melhora em minutos ao desacelerar. Dor persistente, irradiação para braço ou mandíbula, falta de ar extrema, tontura ou dor que piora a cada treino merecem avaliação médica — este guia é informativo, não substitui consulta.

Pontada lateral: entenda e resolva

A pontada no lado durante a corrida — muitas vezes chamada de “stitch” — está ligada ao estresse sobre diafragma e músculos ao redor das costelas. Quando você respira superficialmente ou corre no limite cedo demais, esses músculos podem entrar em espasmo leve. Não é sinal de que “não serve para correr”; é feedback de que carga, respiração ou timing alimentar precisam de ajuste. A boa notícia: na grande maioria dos casos, passa em 2–5 minutos com desaceleração e respiração controlada.

Ritmo acelerado no início é gatilho clássico. Iniciantes empolgados saem rápido; o diafragma não acompanha o aumento súbito de demanda respiratória. Correr em ritmo em que consegue falar frases curtas (RPE 4–5) nos primeiros 10 minutos reduz drasticamente incidência de pontada. Se toda corrida começa com fisgada no km 1, o problema provavelmente é intensidade inicial, não falta de condicionamento.

Respiração descompassada — prender ar, respirar só pelo peito ou cadência errática — aumenta tensão no tronco. Técnica simples: inspirar por 2 passos, expirar por 2 passos (ou 3:3 em ritmo mais lento), preferindo nariz na inspiração quando confortável. Expirar com mais força pelo lado oposto à dor ajuda a relaxar a região afetada. Praticar isso em treinos leves cria automático para quando a pontada aparecer.

Pontada comum: localizada abaixo das costelas, piora ao inspirar fundo, melhora ao caminhar. Sinais que pedem atenção médica: dor no peito que não passa em repouso, irradiação para ombro/braço, palpitação com mal-estar, dor abdominal persistente fora do treino ou febre. Não confunda pontada passageira com angina ou appendicite — na dúvida, procure profissional.

O Passada Firme estrutura treinos com progressão de ritmo e volume — você não precisa adivinhar se hoje é dia de “ir forte” ou leve. Sessões de boas-vindas e iniciantes priorizam caminhada, trote conversável e aquecimento implícito na lógica do plano. Menos sprint na largada do treino, menos pontada no meio do parque — mais semanas seguidas correndo.

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